Por Eduardo Bonjoch
Quando a TV digital brasileira entrou em cena no final de 2007, um dos grandes benefícios do sistema, além da superlativa qualidade da imagem em alta definição, estava na possibilidade de oferecer recursos de interatividade. Hoje, passados mais de três anos, percebe-se que o sonho de fazer compras pela tela da TV simultaneamente à exibição da novela e as prometidas aplicações educacionais (só para citar dois exemplos) pouco caminharam.
Está certo que os fabricantes até tentaram dar um “up”, incluindo o software para interatividade (DTVi) em vários modelos de televisores. Basta dar uma olhada nas lojas ou fazer uma pesquisa na internet para encontrar vários modelos da LG, Samsung, Philips, Panasonic e Sony com esse recurso.
Mas, então, por que essa ferramenta tão bacana não deslancha? A resposta está na falta de investimento por parte das emissoras. Com isso, esse recurso acaba nem sendo notado pela maioria dos usuários. Com exceção da rede Globo, que está mais adiantada nesse assunto, como já mostramos várias vezes aqui no blog, os recursos entregues pelas outras emissoras são praticamente nulos.
Na realidade, o problema maior está na geração de receitas. As emissoras ainda não descobriram uma forma de ganhar dinheiro com o DTVi e isso acaba inviabilizando as iniciativas. Para elas, é muito mais interessante financeiramente, por exemplo, firmar parcerias com um (ou mais) fabricante e concentrar esforços na criação de aplicativos para TVs conectadas. Foi o que fez o SBT com a Sony e que se espera da rede Globo em breve. Certamente é nesse sentido que o mercado vai caminhar.